Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

Significados

 

 

convés
 

do Cast. combés ou Lat.  conversu


s. m.,
Náut.,
a parte da cobertura superior do navio compreendida entre o mastro do traquete e o grande, onde os passageiros conversam e passeiam.


navegante1
 

 

 

 

adjectivo uniforme

 

1. que navega

 

 

2. que percorre o mar

 

 

3. que se desloca sobre a água

 

 

 

 

 

 

nome 2 géneros

 

1. aquele que navega; navegador

 

 

2. pessoa que percorre longas distâncias pelo mar

 

 

(Do lat. navigante-, «id.», part. pres. de navigáre, «navegar»)

 

 

 

 

 

 

Informação gentilmente cedida por:

 

http://www.priberam.pt/dlpo/dlpo.aspx

http://www.portoeditora.pt/dol/

 

 

 

 

 

 

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Do ponto de vista da Capitã_de_Vida

 

 

Convés - Espaço onde me absorvo nos pensamentos, recordações, sentimentos. Onde medito, visualizo e me confronto comigo mesma. Perímetro onde vagueio enquanto escarafuncho o passado e o presente, onde recorro ao instinto e ao faro para saber se é hora de voltar ao leme e avançar para o futuro... A nossa vida resume-se ao convés aquando uma interacção com outros navegantes, conversas, estudos, planos, convivência. Experimentamos vários sentimentos, saboreamos alegrias e tristezas, por vezes acompanhados, por vezes sós. De volta ao leme que guia a nossa vida, ficamos sós. Podemos seguir as indicações da bussola ou dos conselhos de alguém. Mas maior parte das decisões são tomadas através do instinto.

 

Navegante - Todo aquele que existe e pretendem sê-lo. Navegante de vida. Que toma o leme e parte em busca de aventuras ou simplesmente se deixa conduzir por outros. Existem os navegantes passivos e os activos. Todos têm um papel importante. Contudo há os solitários que por fado não conseguem abranger um leque, mesmo que reduzido, de tripulantes/navegadores/ajudantes para o seu barco de vida e fazem-no sozinhos. E os que se rodeiam de uma tripulação quente e afectuosa por vezes e traidora e golpeante por outras. Há que saber separar a realidade daquilo que se pensa que apenas é. Navegadores mais experientes sabem se a alma, que emana do seu companheiro, é de luz ou trevas. Mas são precisos milénios de meditação e milhões de milhas percorridas para se conseguir tal proeza. Saber ler a alma de outrém.


Escrito por Capitã_de_vida às 09:40
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Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

Início

 

 

    Já há muito que as memórias me assolam a mente em dias que não preciso de as recordar. Com elas o abismo entre o sonho de ter e a obrigação de ser. Vindas do mar que atravessei, usando mecanismos de defesa, ideais, sentimentos e valores que outrora me injectaram na mente porque acharam ser os mais correctos. Muitos deles prevalecem ainda. Outros absorvi-os através de pequenos raios de luz, de um Sol que raramente aparecia, que me serviram de alimento para sobreviver nas travessias de tempestades de dor e embates nas ondas de incertezas. De noites que pareciam dias e dias que nunca pareceram noites porque sempre o foram.

 

    Atraquei num porto que me pareceu hospitaleiro. Estávamos em Setembro. Fim de tarde. Pela primeira vez, em meses, vi o Sol escondido por detrás de pequenas nuvens rosadas, e senti-me novamente em casa. Peguei na minha saca, com os meus pertences, atei os cabelos ressequidos do sal e desci a prancha, do meu barco de vida, que dava até ao cais....

 

   Este foi o início de uma longa caminhada que fiz de fora para dentro de mim. O vasculhar do meu âmago e o abrir das feridas com os dedos salgados. A cura. A descoberta do ser. A quebra dos vícios mentais. A estagnação da imaginação dos navegantes. Porque têm imensa imaginação. E são sonhadores. Sabem melodias do mar e com elas saqueiam o vento a seu favor. Puxam a âncora dos desejos mais intímos e sacodem-nos da capa para que terceiros não os vejam, porque estamos num período de gente curiosa e ágil de pensamento. E os navegantes são novidades para as gentes daquela terra onde atracam. Porque desencadeaim um fervilhar nos corpos, de quem os observa, puxado pela forma como se mostram. Porque as pessoas pensam no quanto são livres, porque não têm um porto seguro, pensam naquilo que os navegantes aprenderam, viram e sentiram nesses mares, pensam no nascer do dia, muitos dias, que terão presenciado e como amaram a lua que não os deixou cair na insanidade quando mais nada vêem se não a imensidão do que ainda falta atravessar...

 

 

   Segura de mim, sou... Navegante do que já naveguei e do que ainda falta navegar...

 

 

 

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Escrito por Capitã_de_vida às 14:43
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